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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Agosto Lilás: CRAS de Jales promove Cine Debate sobre relações familiares e prevenção à violência contra a mulher

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Agosto Lilás: CRAS de Jales promove Cine Debate sobre relações familiares e prevenção à violência contra a mulher
Agosto Lilás: CRAS de Jales promove Cine Debate sobre relações familiares e prevenção à violência contra a mulher

Em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, a Prefeitura de Jales, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), promoveu, no Teatro Municipal, um Cine Debate com a exibição do curta-metragem “Acorda, Raimundo… Acorda!”.

A atividade teve como proposta ampliar o diálogo sobre as relações familiares e sociais, estimulando reflexões sobre comportamentos e papéis aprendidos e reproduzidos ao longo das gerações, especialmente quanto à divisão das responsabilidades dentro da família e à forma como essas construções podem se relacionar com situações de desigualdade e violência doméstica.

Após a exibição do curta, as participantes foram convidadas a refletir e dialogar sobre situações presentes no cotidiano, fortalecendo o espaço coletivo como instrumento de convivência, escuta, orientação e proteção.

A coordenadora do CRAS, Nilcemara Veroneis Rossini, destacou a importância do trabalho desenvolvido por meio dos grupos. “O diálogo através dos grupos entre mulheres ocorre para estimular o sentimento de pertencimento social, servindo para refletir, dialogar e compartilhar sobre situações que fazem parte da vida cotidiana e lembrar as mulheres que elas não estão sozinhas”, explicou.

Polícia Militar apresentou rede de proteção e aplicativo Mulher Segura

A programação contou ainda com a participação da policial militar Soldado Rafaela Andrade de Lima, que apresentou os diferentes tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher e abordou o papel da Polícia Militar dentro da rede de proteção.

Durante sua participação, a policial também apresentou o SP Mulher Segura, aplicativo gratuito desenvolvido para ampliar o acesso das mulheres a informações e serviços de proteção em situações de risco ou violência doméstica.

Entre as funcionalidades apresentadas estão o acesso ao registro de Boletim de Ocorrência pela internet, informações sobre a rede de proteção, localização de serviços de apoio e o botão de pânico destinado às mulheres que possuem medida protetiva ativa. A ferramenta busca proporcionar maior agilidade, segurança e orientação às mulheres que necessitam de auxílio.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Reginaldo Viota, enfrentar a violência contra a mulher também exige trabalhar suas raízes culturais e fortalecer espaços permanentes de diálogo e informação. “Quando promovemos uma ação como esta, não estamos falando apenas sobre violência depois que ela acontece. Estamos trabalhando prevenção, consciência e mudança de comportamento. Precisamos refletir sobre aquilo que aprendemos dentro de casa, sobre os papéis que historicamente foram atribuídos a homens e mulheres e, principalmente, compreender que nenhuma forma de violência pode ser naturalizada. O Agosto Lilás nos chama à responsabilidade coletiva: poder público, família e sociedade precisam caminhar juntos para que cada mulher saiba que pode procurar ajuda, que será acolhida e, sobretudo, que não está sozinha”, afirmou o secretário.

As ações realizadas durante o Agosto Lilás integram o trabalho permanente de fortalecimento da rede de proteção às mulheres e de prevenção às diferentes formas de violência.

Por meio dos serviços socioassistenciais, grupos, campanhas e atividades educativas, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social busca ampliar o acesso à informação, fortalecer vínculos e contribuir para que mulheres reconheçam situações de violência, conheçam seus direitos e saibam onde buscar apoio.

Mais do que uma campanha realizada durante o mês de agosto, o enfrentamento à violência contra a mulher exige compromisso durante todo o ano. Informar é prevenir. Acolher é proteger. E romper o silêncio pode ser o primeiro passo para transformar uma história.

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