A Reitoria e a Comissão de Avaliação Acadêmica (CAA) da USP estão promovendo esforços para apoiar o crescimento das unidades mais novas e aquelas com menor proporção de professores titulares. No entanto, a pressão por um nivelamento quantitativo de cargos pode desconsiderar as particularidades de unidades que se destacam em pesquisa e ensino.
A adoção de um critério meramente quantitativo para a liberação de vagas de professor titular pode resultar em um teto de vidro na carreira docente. Isso ocorre em um momento em que a USP precisa manter sua relevância global e pedagógica, enquanto o sistema nacional valoriza a assimetria e a concentração de talentos.
A USP não pode se isolar de um ecossistema acadêmico que premia o desempenho. Punir internamente as unidades que se destacam pode comprometer a captação de recursos e a atração de projetos significativos, afetando diretamente o impacto social da instituição.
A proposta é que a igualdade de oportunidades na base não se torne um limite para a excelência no topo. Uma solução sugerida é a criação de editais públicos que considerem critérios como a nota da pós-graduação e a captação de recursos, permitindo que todas as unidades tenham acesso a cargos de acordo com o mérito.
Outra proposta debatida no Conselho Universitário é a criação da função de professor pleno, que poderia ser acessada por professores associados com destaque. Essa mudança buscaria um processo avaliativo rigoroso, promovendo a renovação e a troca de saberes na USP.
A discussão sobre cargos de professor titular deve focar na trajetória profissional dos docentes, garantindo processos transparentes e justos. Limitar o acesso a esses cargos pode restringir o desenvolvimento profissional e o avanço institucional da Universidade.