A Meta foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo após realizar ações publicitárias em frente a escolas da capital, com o intuito de promover recursos do Instagram voltados para crianças e adolescentes.
A denúncia foi apresentada por três organizações: Instituto Alana, CTRL+Z e Plataforma 12, que alegam que a campanha da Meta infringiu o Código de Defesa do Consumidor ao explorar a vulnerabilidade de crianças e adolescentes.
Segundo as entidades, representantes da Meta instalaram estandes e realizaram dinâmicas nas proximidades de escolas de ensino fundamental e médio, sem autorização das instituições ou dos responsáveis pelos jovens.
As organizações pedem que o MP-SP investigue as ações da Meta, exija esclarecimentos e determine a interrupção da campanha, além de possíveis multas por violações aos direitos dos menores.
A denúncia ocorre um dia após a Meta fechar um acordo para pagar até US$ 18 bilhões a estados americanos, encerrando um processo que a acusava de promover a dependência de menores em redes sociais.
A Meta defendeu sua ação, afirmando que não teve caráter comercial e que faz parte de um compromisso com o ECA Digital, visando informar sobre recursos de proteção para jovens no ambiente online.