O câncer de pulmão, que pode se iniciar com nódulos pequenos, é uma preocupação crescente no Brasil, onde se espera que cerca de 35.400 novos casos sejam registrados entre 2026 e 2028. Em agosto, mês dedicado à conscientização, a ênfase está na importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
O tabagismo é o principal fator de risco para a doença, e abandonar o cigarro pode reduzir significativamente as chances de desenvolvê-la. O diretor do corpo clínico do Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da USP, Marcio Sawamura, ressalta que os sintomas costumam aparecer em estágios avançados, incluindo tosse persistente com sangue, dor no peito e perda de peso.
Para pessoas de alto risco, como adultos entre 50 e 80 anos que fumam mais de uma caixa de cigarro por dia há mais de 20 anos, a tomografia de tórax é recomendada. Este exame, semelhante a um raio X tridimensional, permite a visualização detalhada dos pulmões e a identificação de nódulos pequenos, possibilitando diagnósticos precoces.
A tomografia computadorizada atual utiliza baixa dose de radiação e oferece imagens de alta resolução, facilitando a detecção de lesões pré-malignas e tumores pequenos, que podem ser tratados de forma eficaz. O tratamento do câncer de pulmão varia conforme o estágio da doença e as características do paciente, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo.
O principal alerta na prevenção do câncer de pulmão é o tabagismo. Sawamura enfatiza que parar de fumar é crucial e recomenda que fumantes de longa data busquem acompanhamento médico.
