O tenente-coronel José Henrique Martins Flores foi preso neste domingo (30) sob suspeita de integrar uma organização criminosa que prestava segurança privada para diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Flores era o único dos quatro policiais militares denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) que estava solto até então. Ele se apresentou espontaneamente após a Justiça Militar expedir um mandado de prisão.
De acordo com a denúncia, o esquema utilizava treinamento e armamento da Polícia Militar, incluindo membros da Rota, para proteger os executivos da Transwolff. O tenente-coronel era responsável por gerenciar empresas de segurança em nome de parentes, que atuavam como “laranjas”, e por emitir notas frias para dar aparência legal aos pagamentos.
O capitão da PM, Alexandre Paulino Vieira, atuava como coordenador operacional do esquema, recrutando agentes e negociando diretamente com os diretores da empresa. Os sargentos PM Cezário e Nereu realizavam a escolta armada e a vigilância dos executivos.
Durante as investigações, a polícia apreendeu uma mala com R$ 1,18 milhão em dinheiro na casa do sargento Nereu, que também era responsável pela logística financeira do esquema. A defesa de Nereu afirma que ele não participou de organização criminosa e que o dinheiro apreendido pertence ao empresário Ricardo Barnabé, para quem prestava serviços.
Os advogados de Nereu alegam que apresentaram documentos que comprovam a relação profissional com Barnabé e que a denúncia reconhece que a origem dos recursos não foi analisada durante o inquérito. A defesa acredita que as acusações serão consideradas improcedentes durante o processo.
