O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG) teve seus bens bloqueados em R$ 6 milhões por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a suspeitas de desvio de emendas parlamentares. A decisão foi divulgada neste domingo (12) e é datada de 6 de julho.
A defesa de Cunha afirmou que ele não foi chamado para prestar esclarecimentos na investigação e nega qualquer irregularidade. Segundo a decisão, o ex-deputado mencionou ter uma “cota informal de valores” destinada a Minas Gerais, embora apenas parlamentares em exercício possam indicar emendas.
Em 2026, Cunha anunciou sua candidatura a deputado federal por Minas Gerais, afirmando que o estado representa a “síntese do Brasil”. Ele atuou na Câmara por quatro mandatos, de 2003 a 2016, pelo Rio de Janeiro, e teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar.
O ex-deputado foi preso em 2016 e condenado na Operação Lava Jato, mas teve sua condenação anulada pelo STF em 2023. Após a cassação, ele ficou inelegível, mas a Justiça suspendeu essa decisão por considerar vícios no processo.
Cunha tentou retornar à Câmara nas eleições de 2022, mas não foi eleito. Sua filha, Dani Cunha, foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro. Ele é alvo da mesma investigação que resultou no bloqueio de R$ 119 milhões do ex-deputado Valdemar Costa Neto.
A Polícia Federal identificou que Cunha utilizou serviços de uma servidora para direcionar recursos, enquanto a defesa da servidora afirma que sua atuação era técnica e apartidária.
O ministro Flávio Dino ressaltou que Cunha nunca teve vinculação política com Minas Gerais e que sua atuação no estado foi limitada.
