O 12º Seminário Nacional do Centro de Memória da Unicamp (CMU) iniciou nesta quarta-feira (22) no Centro de Convenções, reunindo pesquisadores para discutir o papel da memória na democracia e na construção do futuro.
Na conferência de abertura, o sociólogo Mário Medeiros, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), destacou que a memória é uma construção contínua, moldada pelas decisões sociais sobre o que preservar e transmitir. “A memória social não é inocente; ela é uma forma de poder e soberania de grupos sociais sobre outros”, afirmou.
Com o tema “Diálogos com o Futuro: Democracia, Equidade, História e Memória”, o seminário promove reflexões sobre história, patrimônio, educação e cultura, com a participação de pesquisadores de diversas instituições. O evento marca os 40 anos do CMU e os 60 anos da Unicamp.
O reitor em exercício, Fernando Coelho, ressaltou a importância de discutir memória e democracia, afirmando que entender processos históricos é fundamental para evitar a repetição de erros do passado. A coordenadora do CMU, Maria Silvia Duarte Hadler, enfatizou que o seminário reflete a missão do Centro de Memória como um espaço de produção de conhecimento e diálogo com a sociedade.
André Luiz Paulino, assessor de pesquisa do CMU, destacou o compromisso do centro com a pesquisa e a preservação do patrimônio cultural. O seminário também conta com uma exposição de pôsteres de graduandos, abordando temas como escravidão e urbanização.
Um dos trabalhos apresentados foi da estudante Natália Yumi Okino, que analisou a representação das mulheres em revistas das décadas de 1950 a 1970, identificando mudanças na forma como o universo feminino foi retratado ao longo do tempo.
O CMU busca transformar documentos em objetos de investigação, promovendo uma memória dinâmica e reflexiva, conforme destacou Hadler.
