A Comissão Extraordinária de Relações Internacionais da Câmara Municipal de São Paulo encerrou o primeiro semestre com a aprovação de quatro requerimentos, destacando-se uma nota de repúdio a um evento político na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O colegiado, que busca fortalecer os laços internacionais da cidade e promover sua participação em debates globais, também aprovou a participação de especialistas para discutir a agenda internacional paulistana.
Instalada em abril, a comissão elegeu a vereadora Cris Monteiro (NOVO) como presidente e a vereadora Zoe Martínez (PL) como vice-presidente. Completam o grupo os parlamentares Adrilles Jorge (UNIÃO), Jair Tatto (PT) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL). Desde sua formação, o colegiado realizou uma reunião de instalação e uma ordinária.
Entre os requerimentos aprovados em maio, um dos mais relevantes foi o pedido de nota de repúdio à realização de um evento na Alesp, intitulado “Prisioneiros Palestinos: entre a luta por justiça e a lei de execução”. A controvérsia surgiu devido a materiais de divulgação que indicavam a participação de Nael El Barghouti, figura citada em reportagens internacionais por suposto envolvimento em ataques que resultaram na morte de civis.
A presidente da Comissão, vereadora Cris Monteiro, manifestou forte crítica ao evento. “A situação era inaceitável”, declarou a parlamentar, classificando-a como “absurda”. Monteiro também ressaltou seu compromisso, afirmando que “não iria permitir que qualquer tipo de racismo acontecesse em São Paulo”. O evento, segundo a vereadora, foi patrocinado por uma deputada estadual.
Outros dois requerimentos aprovados visam enriquecer o debate sobre a política externa da cidade. Eles propõem a participação da secretária municipal de Relações Internacionais, Angela Gandra, e de professores de instituições renomadas como FGV, FAAP, ESPM e Ibmec em futuras reuniões. O objetivo é aprofundar a discussão sobre a agenda internacional de São Paulo e as tendências da política global.