No dia 25 de julho, que em 2026 será um sábado, são celebrados o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela. Essas datas ressaltam a luta pela igualdade racial e a valorização das mulheres negras.
O Dia Internacional da Mulher Negra, instituído pela ONU em 1992, visa destacar a união de mulheres negras na luta contra o racismo e o machismo. Já o Dia Nacional de Tereza de Benguela, celebrado desde 2014, homenageia a líder quilombola do século 18, reconhecida por sua resistência ao sistema escravista no Brasil.
A chefe da Seção de Gestão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Caroline Petilo Mascarenhas, afirma que a data representa um compromisso com a afirmação de direitos e destaca a interseccionalidade entre racismo e machismo, lembrando os desafios enfrentados pelas mulheres negras.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2026 indicam que 15,7% do eleitorado em São Paulo, cerca de 5,3 milhões de votantes, se autodeclararam negras ou pardas. Para promover a representatividade, desde 2022, a Justiça Eleitoral criou a Comissão de Promoção de Igualdade Racial, com o objetivo de aumentar a participação da população negra nas eleições.
Em 2023, o TRE-SP aderiu ao Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial e, em 2025, uniu-se à Rede Equidade do Senado Federal, iniciativas que visam combater o racismo e promover a inclusão. O Programa de Inclusão Político-Eleitoral do TRE-SP, iniciado em 2022, já mapeou 263 assentamentos, 85 aldeias indígenas e 37 quilombos no estado.
O projeto Diálogos Transformadores, que começou em 2022, promove debates sobre equidade racial e direitos humanos, com a próxima edição programada para 13 de agosto de 2026, abordando temas como assédio eleitoral e proteção dos direitos de comunidades tradicionais.