O forte temporal que atingiu a cidade de Ribeirão Preto na tarde da última sexta-feira, dia 24 de julho, acompanhado de rajadas de vento que, segundo a meteorologia, chegaram a 120 quilômetros por hora, deixou um rastro de destruição em diferentes regiões da cidade. O campus da USP em Ribeirão Preto também foi severamente atingido. A queda de centenas de árvores, muitas delas de grande porte, interrompeu o fornecimento de energia elétrica, bloqueou acessos, danificou telhados, provocou alagamentos e comprometeu o funcionamento de laboratórios, salas de aula e setores administrativos.
Em diversos pontos, árvores caíram sobre a rede elétrica, derrubando postes e cabos. A falta de energia persistiu durante todo o fim de semana em parte do campus. O abastecimento começou a ser restabelecido no domingo, mas ainda há áreas sem energia nesta segunda-feira, dia 27.
Além dos danos causados pelo vento, o destelhamento de prédios permitiu a entrada de água, inundando laboratórios e salas administrativas. Em outras edificações, o acúmulo de folhas nas calhas agravou infiltrações durante as chuvas, que continuaram no dia seguinte.
No sábado, dia 25, o reitor da USP, Aluisio Segurado, esteve em Ribeirão Preto acompanhado do chefe de Gabinete da Reitoria, Edmilson Dias de Freitas. Eles percorreram áreas atingidas, reuniram-se com a prefeita do campus, Lea Assed Bezerra da Silva, o engenheiro João Panissi e os diretores das Unidades para levantar as necessidades mais urgentes e definir um plano de recuperação da infraestrutura.
Durante a reunião, o reitor afirmou que a prioridade é acelerar os reparos emergenciais e destacou que, apesar da dimensão dos estragos, não houve vítimas: “Vamos buscar resolver as questões o mais rapidamente possível. Felizmente não tivemos nenhuma vítima. Esse é o dado mais importante. Os danos materiais nós vamos conseguir recuperar”.
Segurado informou, ainda, que a Reitoria pretende utilizar os instrumentos legais previstos para situações emergenciais a fim de agilizar a contratação de serviços de remoção de árvores e recuperação das edificações. Segundo ele, a decretação de situação de emergência pelo município poderá facilitar esses procedimentos. A orientação às Unidades foi a de documentar detalhadamente todos os prejuízos, permitindo fundamentar as contratações e os processos de recuperação.
A prefeita do campus, Lea Assed Bezerra da Silva, explicou que a prioridade será concentrar esforços nas ações emergenciais. Segundo ela, a Prefeitura do Campus iniciou um mapeamento completo das áreas atingidas, enquanto equipes especializadas estão atuando na remoção das árvores, com colaboração do campus de Piracicaba, e na avaliação dos telhados para permitir o início das contratações dos reparos mais urgentes. “Devemos começar pelos telhados e coberturas, porque as chuvas continuam. Se isso não for resolvido emergencialmente, novos danos vão acontecer”, afirmou.
O esforço de recuperação das áreas afetadas deverá ser conjunto, mobilizando as equipes técnicas da Prefeitura do Campus em parceria com as Unidades, para mais agilidade e eficiência dos trabalhos. “A Reitoria acompanhará a contratação dos serviços de reparo, com participação da Coordenadoria de Administração Geral (Codage) e suporte da Procuradoria Geral da Universidade, e se responsabilizará pela provisão dos recursos emergenciais necessários”, afirmou o reitor
Embora o levantamento completo ainda esteja em andamento, os diretores das Unidades relataram prejuízos significativos.
A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) foi uma das mais atingidas. O Departamento de Química registrou o destelhamento de diversos blocos, laboratórios completamente inundados e até o desabamento de uma parede que sustentava parte da cobertura. A queda de árvores bloqueou o acesso a vários prédios.
Na Escola de Enfermagem (EERP), uma árvore de grande porte atingiu o prédio da administração, provocando danos ao telhado e infiltrações que alcançaram equipamentos. Houve, ainda, infiltração em bloco anexo, onde funcionam laboratórios com queda de forros.
Na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), o prédio que abriga a unidade local da Fiocruz teve parte da cobertura arrancada, enquanto infiltrações atingiram laboratórios do edifício central. O novo prédio da Unidade, ainda em construção, sofreu danos que estão sendo avaliados pela empresa responsável pela obra.
Na Escola de Educação Física e Esporte (EEFERP), os ventos destruíram praticamente todo o fechamento lateral de dois ginásios, onde funciona a piscina e, no poliesportivo, que também teve danos em seu piso, houve comprometimento de equipamentos.
Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFRP), o bloco S teve vidros do hall de entrada e de laboratórios quebrados pela força do vento, além de danos em aparelhos de ar-condicionado e em parte da cobertura.
Também foram registrados problemas na Faculdade de Direito (FDRP), onde a queda de uma árvore e o entupimento de calhas provocaram infiltrações na área da Diretoria; na Faculdade de Odontologia (FORP), que teve a cobertura da garagem dos veículos oficiais arrancada; e, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-RP), houve a queda de uma árvore, mas que, segundo a administração não comprometeu a estrutura do prédio.
A Prefeitura do Campus também contabilizou prejuízos em áreas sob sua responsabilidade, como a sede da Guarda Universitária, completamente destelhada e com danos à infraestrutura do prédio; na Moradia Estudantil, nas Oficinas de Precisão e na cobertura da entrada da Biblioteca Central, que veio abaixo durante a tempestade.
Apesar desse cenário, todos os diretores destacaram que ainda será necessário concluir a remoção de árvores, galhos e entulhos para dimensionar com precisão a extensão dos danos estruturais e dos prejuízos em equipamentos.
Também foram registrados problemas na Faculdade de Direito (FDRP), onde a queda de uma árvore e o entupimento de calhas provocaram infiltrações na área da Diretoria; na Faculdade de Odontologia (FORP), que teve a cobertura da garagem dos veículos oficiais arrancada; e, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-RP), houve a queda de uma árvore, mas que, segundo a administração não comprometeu a estrutura do prédio.
A Prefeitura do Campus também contabilizou prejuízos em áreas sob sua responsabilidade, como a sede da Guarda Universitária, completamente destelhada e com danos à infraestrutura do prédio; na Moradia Estudantil, nas Oficinas de Precisão e na cobertura da entrada da Biblioteca Central, que veio abaixo durante a tempestade.
Apesar desse cenário, todos os diretores destacaram que ainda será necessário concluir a remoção de árvores, galhos e entulhos para dimensionar com precisão a extensão dos danos estruturais e dos prejuízos em equipamentos.
Durante a visita ao campus, o chefe do Gabinete da Reitoria, Edmilson Dias de Freitas, que também é diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, explicou que o fenômeno registrado em Ribeirão Preto não foi uma microexplosão atmosférica, hipótese inicialmente levantada após a tempestade.
Segundo ele, tratou-se de uma intensa linha de instabilidade associada à passagem de uma frente fria, caracterizada por ventos extremamente fortes e pouca chuva. “Foi um sistema muito mais extenso, associado a uma linha de instabilidade. O principal efeito foi o vento, muito mais do que a chuva”, explicou.
O pesquisador ressaltou que “a tendência é que esses eventos fiquem cada vez mais frequentes à medida que o ambiente se torna mais quente e instável”.
Freitas mencionou que a USP participa de uma parceria com a Defesa Civil do Estado para ampliar o sistema de monitoramento meteorológico,
