sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

ESG deixa de ser conceito corporativo e se torna central para o desenvolvimento sustentável

ESG deixa de ser conceito corporativo e se torna central para o desenvolvimento sustentável
ESG deixa de ser conceito corporativo e se torna central para o desenvolvimento sustentável
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A agenda ambiental, social e de governança (ESG) deixou de ser um conceito restrito ao universo corporativo para se tornar um elemento central das estratégias de desenvolvimento sustentável, segundo artigo publicado no Jornal da USP. A mudança ocorre em meio às crises climáticas, perda de biodiversidade, escassez de recursos e aumento das desigualdades sociais.

Embora muitas vezes apresentada como novidade, a agenda ESG reúne princípios construídos há décadas em conferências internacionais, acordos multilaterais e marcos regulatórios. Seu grande mérito foi aproximar o setor privado de uma discussão que antes parecia pertencer apenas a governos e organismos internacionais.

Para a superintendente de Gestão Ambiental da USP e coordenadora do USPproClima, Patrícia Iglecias, a experiência internacional demonstra que sustentabilidade e competitividade não são conceitos incompatíveis. Países e organizações que investem em inovação, eficiência e governança tendem a estar mais preparados para enfrentar crises econômicas, ambientais e sociais.

“A agenda ESG não representa uma ruptura com o desenvolvimento, mas uma evolução do próprio conceito de progresso. Em um mundo marcado pela interdependência e pela urgência climática, discutir sustentabilidade deixou de ser uma escolha. Tornou-se uma exigência para garantir que as próximas gerações encontrem condições para prosperar”, afirma Iglecias.

As reflexões foram compartilhadas em um encontro internacional em Helsinque, na Finlândia, que reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes do setor privado. O diálogo reforçou que a construção de um futuro sustentável dependerá menos de soluções isoladas e mais da capacidade de atuar de forma integrada, responsável e comprometida com as próximas gerações.

A pergunta que permanece, segundo o artigo, não é se devemos incorporar esses princípios, mas quão rapidamente conseguiremos transformá-los em prática cotidiana, em políticas públicas efetivas e em uma cultura institucional capaz de conciliar crescimento, responsabilidade e futuro.

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