Neste domingo (26), é celebrado o Dia Nacional do Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A data destaca a importância dos profissionais que trabalham na garantia de direitos linguísticos das pessoas surdas e com deficiência auditiva. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) possui diversas ações de acessibilidade para garantir que eleitores surdos possam exercer o voto com autonomia.
Regulamentada pela Lei nº 12.319/2010, a profissão do tradutor e intérprete de Libras tem espaço fundamental nas iniciativas de acessibilidade do TRE-SP. A servidora Caroline Petilo Mascarenhas, chefe da Seção de Gestão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal, destaca que as ações vão desde o atendimento presencial até o uso de tecnologias assistivas no dia do pleito. “O trabalho do tradutor ou da tradutora e intérprete de Libras é fundamental para garantir que pessoas surdas ou com deficiência auditiva exerçam sua cidadania de forma plena, autônoma e em igualdade de condições”, afirma.
Uma das ações é a Central de Intermediação em Libras (CIL), que conecta o eleitor surdo a um intérprete por videochamada em tempo real. A iniciativa, em parceria com a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo, será implementada novamente nas Eleições 2026. Na capital, o serviço será feito pelo aplicativo CIL em todos os locais de votação; no interior, pelo aplicativo do Poupatempo. O acesso é por QR Code afixado nos locais de votação. Em 2024, foram registrados 4.081 atendimentos a pessoas surdas.
O TRE-SP também lançou a campanha “Traduza a cidadania em Libras. Seja Apoio Libras nas Eleições 2026”, para atrair voluntários com conhecimento em Libras. Os voluntários atuarão presencialmente nos locais de votação, vestindo camiseta laranja com a frase “Atendimento em Libras”. A campanha, encerrada em julho, cadastrou 472 voluntários para as Eleições 2026.
No estado de São Paulo, 510.998 eleitores declararam ter algum tipo de deficiência, sendo 32.741 com deficiência auditiva. “Mais do que uma ferramenta de apoio, a atuação desse profissional rompe barreiras históricas de comunicação, permitindo que a comunidade surda compreenda as regras do jogo democrático, acompanhe as decisões da Justiça Eleitoral e vote com total privacidade”, ressaltou Caroline.
A Justiça Eleitoral também utiliza recursos tecnológicos, como intérprete digital de Libras na tela da urna, fotografia no terminal do mesário para agilizar a identificação e linha de progresso na tela para acompanhamento visual do fluxo de votação.