Ibitinga, a quase 400 km de São Paulo, celebra a 50ª edição da Feira do Bordado, considerada a maior do setor na América Latina e reforçando o título de Capital Nacional do Bordado.
O evento reúne cerca de 150 expositores em um espaço de 25 mil metros quadrados e, segundo a prefeitura, gerou mais de dois mil empregos temporários nas áreas de montagem, segurança, limpeza e apoio logístico.
Além da feira principal, a cidade sedia a Feira de Artesanatos todos os sábados, onde feirantes como Larissa Magalhães afirmam: “O bordado é extremamente importante em vários setores e aspectos, história e cultura, turismo, economia, empreendedorismo, desenvolvimento do município e reconhecimento nacional”.
O cultivo do bordado começou no início do século XX com imigrantes que transmitiram a técnica de geração em geração; na década de 1940, figuras como Dioguina Sampaio Pires e Maria Gonçalves Grilo organizaram as primeiras redes de produção, e nos anos 70 a industrialização avançou com máquinas elétricas adaptadas por Gottardo Juliani.
Ibitinga também atrai visitantes por seus recursos naturais – 247 nascentes, cinco rios e o Pantaninho, área alagada de vegetação em regeneração – e pelo turismo religioso, destacando a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, que abriga a pintura Via Sacra I de Duílio Galli e a imagem talhada do santo.
