domingo, 23 de agosto de 2026
Postado emPolítica, São Paulo (Capital)

CPI do Jockey Club investiga uso de recursos, contratos e dívidas no 1º semestre

Publicidade
CPI do Jockey Club investiga uso de recursos, contratos e dívidas no 1º semestre
CPI do Jockey Club investiga uso de recursos, contratos e dívidas no 1º semestre

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Jockey Club da Câmara Municipal de São Paulo aprofundou, no primeiro semestre de 2026, as investigações sobre a regularidade fiscal e imobiliária do hipódromo. Os trabalhos focaram na gestão de débitos tributários, na aplicação de recursos da Transferência do Direito de Construir (TDC), nas obras de restauro e na atuação dos órgãos públicos envolvidos.

Desde o início do ano, os vereadores aprovaram dezenas de requerimentos solicitando documentos a cartórios, secretarias, órgãos de controle, Ministério Público, empresas e ao próprio clube. Também foram realizadas oitivas para esclarecer contratos, prestações de contas e a destinação de recursos públicos ligados à preservação do patrimônio histórico.

Um dos principais focos foi a apuração sobre mais de R$ 60 milhões obtidos pelo Jockey Club por meio da TDC, mecanismo que permite a venda de potencial construtivo para financiar a preservação de imóveis tombados. Representantes do DPH (Departamento do Patrimônio Histórico), da Secretaria Municipal de Cultura e do Conpresp relataram inconsistências em documentos apresentados pelo clube e dificuldades para comprovar a correta aplicação dos recursos.

Em relação aos contratos, a CPI ouviu a arquiteta Ana Marta Ditolvo, da Ambiência Arquitetura e Restauro, que afirmou nunca ter recebido os valores atribuídos à sua empresa em documentos analisados pelos órgãos públicos. A situação levou os vereadores a investigarem possível uso indevido de nomes de empresas e profissionais.

A comissão também buscou detalhes sobre a situação financeira do clube, incluindo processos trabalhistas, passivos tributários, patrimônio e dívidas atualizadas. Foram solicitadas informações aos cartórios de registro de imóveis para verificar a situação jurídica dos bens. Vereadores destacaram a preocupação com o elevado endividamento e os impactos das negociações de potencial construtivo.

Outro eixo foi a fiscalização dos órgãos municipais. A Subprefeitura do Butantã informou a aplicação de multas milionárias devido a irregularidades como falta de licenciamento, ausência de alvarás e intervenções em patrimônio tombado. Foram debatidos a fiscalização das obras, a aplicação de multas e a comunicação entre os órgãos.

Diante da complexidade, a CPI prorrogou os trabalhos por mais 120 dias e adotou medidas rigorosas, incluindo conduções coercitivas para garantir o comparecimento de testemunhas. A expectativa é elaborar um relatório final com recomendações aos órgãos competentes.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de São Paulo Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior SP abre 500 vagas em curso gratuito de empreendedorismo Próxima → PP anuncia neutralidade e Tereza Cristina não será vice de Flávio Bolsonaro