O Partido Progressistas (PP) anunciou nesta sexta-feira (31) que manterá neutralidade nas eleições presidenciais, e que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi comunicada e acatou a decisão. Com isso, ela não será vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), como era esperado.
Em nota, o partido confirmou que a senadora, líder do PP no Senado, foi informada da decisão e a aceitou. Tereza Cristina havia sido convidada pelo PL para compor a chapa, e na quinta-feira (30) ela afirmou que teve uma reunião com Flávio para discutir a possibilidade. Flávio, por sua vez, chegou a declarar que a senadora havia aceitado o convite, mas que aguardava a decisão do partido.
Com a recusa, o nome para a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro segue indefinido. O PL tentou atrair o apoio da federação União-PP e do Republicanos, mas as legendas sinalizaram que devem optar pela neutralidade. O prazo final para as coligações é 5 de agosto, e a campanha espera anunciar o vice até lá, na expectativa de melhorar as intenções de voto do senador.
Na semana passada, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), já havia comunicado a Flávio que a federação ficaria neutra no primeiro turno, podendo repetir a posição no segundo. Segundo o blog do Valdo Cruz, no g1, Ciro e Flávio conversaram na quarta-feira (22). A decisão foi influenciada pela necessidade de liberar os correligionários para fechar alianças estaduais, além do descontentamento com a candidatura de Flávio e o temor de novas acusações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Em 2022, o PP apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas agora Ciro Nogueira reclama que Flávio não o defendeu quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Flávio ainda tenta uma aliança com o Republicanos, que também apoiou Bolsonaro em 2022, mas o partido sinaliza que deve permanecer neutro.
