O Sudoeste Paulista e o Alto Vale do Ribeira contam com 404 Microempreendedores Individuais (MEIs) atuando no segmento de marmitas, segundo pesquisa do Sebrae-SP. Itapeva lidera com 117 negócios, seguida por Capão Bonito (64), Itararé (45), Apiaí (30) e Buri (28).
O levantamento aponta que o investimento inicial médio é de R$ 3 mil, o que torna a atividade acessível para novos empreendedores. No estado de São Paulo, são 91.587 MEIs no setor, representando 76% dos micro e pequenos negócios da área.
“Os números mostram que o segmento de marmitas vem se consolidando como uma importante alternativa de geração de renda e empreendedorismo no Sudoeste Paulista e Alto Vale do Ribeira. Com investimento inicial relativamente baixo, muitas pessoas conseguem transformar seus conhecimentos na cozinha em um negócio”, destaca o gerente regional do Sebrae-SP, Wilson Borges.
O perfil predominante é de mulheres (71,3%), que antes trabalhavam com carteira assinada (60%) e iniciaram o negócio para buscar autonomia (25%), complementar renda (20%) ou transformar habilidade em negócio (18%). Para o consultor do Sebrae-SP, Pedro Gonçalves, a baixa barreira de entrada atrai muitos empreendedores, mas a concorrência exige gestão cuidadosa.
O faturamento médio mensal é de R$ 4.191, com produção de 151 a 300 marmitas por mês (36%) e preços entre R$ 21 e R$ 30 (65%). Os principais desafios são controle de custos (42%), concorrência (38%) e logística de entregas (29%). O WhatsApp é o principal canal de vendas (79%), seguido por redes sociais (59%) e aplicativos de delivery (52%).
Em relação à sustentabilidade, 61% dos MEIs reduzem desperdício de alimentos, 55% separam resíduos corretamente, 30% compram de produtores locais e 26% usam embalagens biodegradáveis. A pesquisa foi realizada por e-mail entre 18/05/26 e 31/05/26, com 1.080 MEIs do setor.
