Com 16 casos confirmados de sarampo em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES‑SP) recomenda que moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idade entre seis meses e 59 anos, procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) a partir de 3 de julho para receber a dose de reforço, independentemente da situação vacinal.
A vacina tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – é gratuita, está disponível nas UBS e integra o Calendário Básico de Vacinação. Em 2026, a cobertura da primeira dose é de 77,5% e da segunda, de 65,5%, com meta de 95% para ambas.
Nos três municípios citados, a dose de reforço deve ser aplicada mesmo que a pessoa já tenha tomado as duas doses. Em outras cidades, o esquema varia conforme a idade: crianças de 12 meses recebem a primeira dose; aos 15 meses, a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral. Pessoas de 5 a 29 anos precisam comprovar duas doses da tríplice viral com intervalo mínimo de 30 dias; de 30 a 59 anos, uma dose; trabalhadores da saúde, duas doses independentemente da idade.
Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias recebem a chamada “dose zero”, medida adicional que não substitui as doses previstas aos 12 e 15 meses.
Os principais sintomas do sarampo são febre alta, manchas vermelhas que surgem no rosto e se espalham pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e mal‑estar intenso. A doença se transmite por secreções respiratórias e pode causar complicações graves, como pneumonia, otite e encefalite, sobretudo em crianças pequenas, gestantes e pessoas com imunodeficiência.
Quem apresentar sintomas deve procurar a UBS mais próxima, levar a caderneta de vacinação e um documento de identidade, e evitar contato com outras pessoas até a confirmação do diagnóstico. Dúvidas adicionais podem ser esclarecidas no portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne informações sobre vacinas, efeitos adversos e riscos da não vacinação.