A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), principal bolsa de valores do Brasil, movimentou mais de R$ 2 trilhões nos primeiros quatro meses de 2026, segundo a própria instituição. No entanto, a história que respalda esse volume financeiro começou há mais de um século e está preservada no Museu da Bolsa do Brasil (MUB3), no Centro Histórico de São Paulo.
Inaugurado em 2022, o museu ocupa o espaço da antiga Bovespa, onde funcionavam os pregões presenciais. A supervisora técnica da B3, Juliana Pons, explica que o local mostra como era a relação dos operadores na época do ‘pregão viva-voz’, em contraste com as negociações atuais, totalmente digitais.
O acervo recria praças públicas do século 19, onde eram negociadas commodities, e os espaços de venda de ações e papéis que surgiram no século 20. A B3 é resultado da fusão de bolsas regionais ao longo dos anos, incluindo Bovespa, BM&F e Cetip, formando uma das principais empresas de infraestrutura do mercado financeiro mundial.
Para empresários e trabalhadores locais, o museu representa um resgate da memória econômica da cidade, além de um ponto turístico e educativo no centro paulistano. A visitação permite compreender a evolução do mercado de capitais, que hoje impacta diretamente investimentos e empregos no estado.
