O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou as redes sociais nesta terça-feira (4) para criticar a greve dos funcionários da CPTM, que paralisou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na capital. A paralisação começou à meia-noite e não tem previsão de término.
Os empregados pedem a reestatização das três linhas repassadas à iniciativa privada ou a manutenção dos 4.700 empregos da CPTM, que passam por um plano de demissão voluntária (PDV). Tarcísio chamou a greve de “instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem”.
“A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo. Uma concessão é feita para melhorar os serviços, eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema”, afirmou.
O governador e candidato à reeleição disse ainda que “negociações aconteceram, garantias de manutenção de emprego foram dadas e descartadas pelo sindicato, que não só ignorou a proposta do governo, como também, mais uma vez, ignora a decisão da Justiça do Trabalho”.
“Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão. Não é por acaso que determinados eventos ocorram em ano de eleição. Seguiremos em frente e, não custa lembrar, as linhas concedidas estão operando normalmente”, declarou.
O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB), que representa os 4.700 empregados da CPTM, afirma que a greve é motivada pela falta de garantia formal de manutenção dos empregos diante do processo de concessão. “Sem esse compromisso formal, a categoria decidiu manter a greve como forma de defender os postos de trabalho e o futuro de milhares de famílias”, disse a entidade.
Em nota, a CPTM e o governo estadual lamentaram a paralisação e afirmaram que “a paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário”.
