A coxinha de Bueno de Andrada foi declarada patrimônio do estado de São Paulo e, a partir de 2001, passou a ser o principal atrativo que movimenta o turismo local, atraindo milhares de visitantes semanais.
Com a queda do comércio após a evasão de passageiros da ferrovia e o asfaltamento da estrada que liga o distrito à sede municipal, a empresária Sônia Freitas aprimorou a receita do salgado artesanal, criando a base para o futuro polo gastronômico.
O escritor Ignácio de Loyola Brandão, ao provar a iguaria, escreveu uma crônica‑poema que ganhou amplo espaço na imprensa. “Pedi uma, pedi duas. Voltei para São Paulo e escrevi uma crônica‑poema sobre aquela manhã, o sol e o olhar encantado da mulher que fazia a coxinha. Tempos depois, voltei e vi uma fila enorme. A crônica deu projeção, mas o mérito é do trabalho da Sônia”, destacou o autor.
Hoje a mercearia original oferece 25 sabores de coxinha, mantendo a produção artesanal e o rigor nos ingredientes. “O turismo gastronômico movimenta a economia local, valoriza os imóveis e gera empregos diretos para os moradores”, afirmou Sônia.
Além da gastronomia, o distrito apresenta patrimônio histórico ligado à Fazenda do Lageado, à ferrovia que chegou em 1898 e a eventos culturais. Com cerca de 1,7 mil habitantes, Bueno de Andrada oferece trilhas de ciclismo, cachoeiras e outras atrações que consolidam seu roteiro de turismo ecológico e cultural.