sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emPolítica, São Paulo (Capital)

CPI dos Devedores recupera R$ 2,79 bilhões para cofres de São Paulo

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CPI dos Devedores recupera R$ 2,79 bilhões para cofres de São Paulo
CPI dos Devedores recupera R$ 2,79 bilhões para cofres de São Paulo

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Devedores da Câmara Municipal de São Paulo retomou os trabalhos do segundo semestre de 2026 na tarde desta quinta-feira (06/08). Na ocasião, o presidente do colegiado, Sansão Pereira (REPUBLICANOS), apresentou um cheque simbólico de R$ 2,79 bilhões, referente a acordos firmados com empresas que possuem débitos tributários com a Prefeitura. O valor inclui pagamentos à vista e parcelados em até 120 vezes.

“Dos R$ 2,79 bilhões, R$ 611 milhões entraram em cash. Eu acho realmente muito pouquinho perto dos valores totais, claro que estamos trabalhando, queremos ver o resultado no nosso trabalho. Nos alegra, evidentemente. Começamos a ver um grãozinho de areia diante do que esperamos que aconteça”, afirmou Sansão Pereira.

Durante a reunião, os vereadores aprovaram nove requerimentos, incluindo convocações para depoimentos e temas relacionados a modalidades de transação de dívidas fiscais, como o TAC (Termo de Ajuste de Conduta). A vereadora Janaina Paschoal (PP) sugeriu a possibilidade de reverter dívidas com prestação de serviços, citando o Planetário do Carmo, na zona leste, que enfrenta problemas estruturais. “Os planetários são muito importantes para os nossos alunos, para os idosos, para todos e estão abandonados. Lá atrás, a (empresa) Telefônica participou da construção da última reforma. A (operadora) Vivo, agora, quer fazer (a reforma). A Vivo deve (para o município). Por que não cruzamos essas duas coisas? Tem que ter a mente aberta”, destacou.

Outro requerimento aprovado propôs a criação de um canal colaborativo entre a CPI, a PGM (Procuradoria-Geral do Município) e a Secretaria Municipal da Fazenda para atender devedores com débitos estimados em R$ 10 milhões. O objetivo é facilitar a quitação de débitos e incentivar acordos, com relatórios periódicos enviados à comissão.

A CPI também convocou 80 instituições com dívidas a partir de R$ 100 milhões, incluindo fundações, bancos, associações, hospitais e entidades educacionais. Representantes do Banco Bradesco, Grupo Santander e Enel Distribuição São Paulo justificaram ausência. O executivo da Hapvida NotreDame, Lucas Garrido, foi dispensado por decisão do ministro do STF Dias Toffoli, tornando sua presença opcional. Em contrapartida, foi convocado o presidente da HapVida, Luccas Adib.

“O objetivo da CPI é exatamente poder avaliar se a falha está nos órgãos municipais, se não cadastrou corretamente, se não deu baixa, se é um problema da Secretaria Municipal da Fazenda, se é problema da Procuradoria-Geral ou se é o devedor, já que eles dizem que está depositado. É apenas para esclarecer, para que possamos buscar esse recurso para os cofres públicos e, evidentemente, investir na cidade de São Paulo”, explicou Sansão Pereira.

Os parlamentares também decidiram prorrogar antecipadamente os trabalhos da CPI por mais 120 dias. Participaram da reunião os vereadores Sansão Pereira (presidente), Marcelo Messias (relator), Dra. Sandra Tadeu, Janaina Paschoal, Kenji Ito, Professor Toninho Vespoli, Adilson Amadeu e Thammy Miranda, além de João Jorge e Guilherme Côrrea.

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