Uma exposição aberta nesta quinta-feira (6) no Museu da Cidade – Casa de Vidro, em Campinas, revisita os 60 anos da Unicamp e sua relação com as cidades de Campinas, Limeira e Piracicaba. A mostra, intitulada “60 anos da Unicamp: três cidades, uma história”, reúne fotografias, documentos históricos, mapas e outros materiais para mostrar como a universidade e essas cidades cresceram juntas.
O circuito começou em Piracicaba em dezembro de 2025, passou por Limeira e agora encerra em Campinas, onde fica até 30 de setembro. A visitação é gratuita. Na abertura, o coordenador-geral da Unicamp, Fernando Coelho, representando o reitor Paulo Cesar Montagner, destacou o poder de transformação da universidade nos territórios onde se instala.
“Quando a universidade chega, ela tem um poder de transformação absolutamente gigantesco. Vemos isso claramente em todos os lugares onde ela se instalou”, afirmou Coelho. Para ele, revisitar esse passado ajuda a projetar o futuro e pensar em como a universidade pode continuar contribuindo para o desenvolvimento das cidades.
Um dos curadores, Marcos Tognon, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), resume o conceito: “A nossa exposição é uma cidade dentro das cidades”. A mostra não segue uma ordem cronológica, mas organiza a narrativa a partir da relação da universidade com os territórios. Os curadores pesquisaram cartografia histórica e acervos, como o Centro de Memória da Unicamp (CMU) e coleções particulares, incluindo a do monsenhor Jamil Nassif Abib, de Piracicaba, com cerca de 300 mil cartões-postais.
João Paulo Berto, museólogo da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) e também curador, destaca o envolvimento de docentes, servidores e estudantes na pesquisa e produção dos textos. A curadoria é completada por Ana Cláudia Cermaria, responsável técnica do Museu da FOP.
A secretária municipal de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, relaciona a presença da Unicamp ao desenvolvimento de Campinas como polo de ciência e tecnologia. “Todo o desenvolvimento de Campinas como uma metrópole e hoje como uma cidade que tem um alto padrão de ciência e tecnologia está relacionado também à presença da Unicamp”, disse.
No mesmo espaço, foi inaugurada a exposição “Vila Rica: 60 anos de lutas, conquistas e identidade”, sobre o primeiro conjunto habitacional da Cohab em Campinas. A coordenadora do Museu da Cidade, Lilian Alvisi, ressalta que as duas mostras dialogam, tratando de identidade, pertencimento e ocupação do território. O professor José Galdino Pereira, morador do Vila Rica, lembrou que, a partir de 1974, alunos da Unicamp atenderam moradores com práticas de atenção primária à saúde, antes da implantação do serviço público no bairro.
Na abertura, estudantes da Emef Violeta Dória Lins, do Vila Rica, foram convidados por Fernando Coelho a sonhar com a Unicamp: “A Universidade deve ser parte do sonho de vocês. Vocês têm direito a um lugar na Unicamp”.
