O chemsex, prática que combina relações sexuais com uso de substâncias psicoativas, tem se tornado um desafio para as políticas de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Brasil. A prática, que ganhou destaque nos últimos anos, é tema de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) que busca entender suas dinâmicas e propor estratégias de redução de danos.
O professor Paulo Saldiva, em sua coluna semanal, destaca que fatores sociais e culturais têm contribuído para o aumento das ISTs, e o chemsex surge como um novo desafio. A pesquisa, coordenada pela professora Ana Maria Fernandes, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, é financiada pela Fapesp e tem como objetivo compreender as práticas e substâncias utilizadas, além de desenvolver formas de reduzir os riscos à saúde.
“Buscamos evidências para embasar políticas públicas que atendam a essa população de forma mais eficaz”, afirma a pesquisadora. A iniciativa visa não apenas a prevenção de ISTs, mas também a promoção de saúde mental e o acolhimento de pessoas que praticam chemsex.
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com Paulo Saldiva, vai ao ar às segundas-feiras, quinzenalmente, às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM), com produção conjunta da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
