Rebeca Grynspan, economista e ex-vice-presidente da Costa Rica, é considerada uma das favoritas para assumir a Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Pedro Dallari, em sua coluna publicada hoje, destaca a importância dessa função na governança internacional e a relevância do histórico de Grynspan com a Universidade de São Paulo (USP).
A escolha do novo secretário ou secretária-geral da ONU ocorre pelo Conselho de Segurança e pela Assembleia Geral, com mandato de cinco anos, começando em 1º de janeiro de 2027. O atual secretário, António Guterres, encerrará seu segundo mandato em 31 de dezembro deste ano.
Dallari explica que o processo de escolha é complexo e envolve a indicação de candidatos pelos 193 países-membros da ONU. Entre os indicados, destaca-se a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que conta com o apoio do Brasil. O professor também menciona critérios políticos que influenciam a seleção, como a regionalidade e a preferência por uma mulher, já que essa posição nunca foi ocupada por uma mulher até hoje.
Rebeca Grynspan, que foi secretária-geral da Secretaria Geral Ibero-Americana, é vista como uma forte candidata após uma votação preliminar realizada pelo Conselho de Segurança, onde recebeu dez votos favoráveis e nenhum contrário. O processo de seleção deve se estender até outubro.
O vínculo de Grynspan com a USP é destacado por Dallari, que menciona sua colaboração com o Centro Ibero-Americano da universidade e sua contribuição em publicações da Cátedra José Bonifácio. Ele enfatiza a importância de acompanhar essa candidatura, dada a relevância da função na governança global.
