A regeneração natural de florestas e a preservação de áreas florestais intactas são soluções eficazes para controlar a presença de espécies não nativas, conforme aponta um estudo da USP publicado na revista Nature Plants. A pesquisa, que analisou dados de dez países, revela que uma maior cobertura florestal limita o crescimento dessas espécies durante a recuperação da vegetação nativa.
Espécies como manga, eucalipto e jaca, introduzidas no Brasil por ações humanas, podem causar impactos negativos ao competir com a flora nativa e alterar ecossistemas. A leucena, por exemplo, é uma espécie invasora que se espalhou rapidamente, dificultando a recuperação de áreas degradadas.
Os pesquisadores investigaram como a densidade e a diversidade das espécies não nativas mudam ao longo do tempo em florestas secundárias, aquelas que se regeneram após o abandono de áreas desmatadas. O estudo utilizou dados de 1.561 parcelas florestais em países neotropicais, mostrando que as florestas secundárias são essenciais para a conservação e restauração ambiental.
Os resultados indicam que, com o sucesso da regeneração florestal, as espécies invasoras perdem espaço ao longo do tempo, embora continuem presentes. A pesquisa destaca a importância de políticas públicas para o controle dessas espécies e a necessidade de manter áreas florestais para garantir a recuperação ecológica.
O estudo, que faz parte da rede 2ndFor, foi apoiado pela Fapesp e é o primeiro a ser liderado por uma pesquisadora de uma instituição brasileira. Para mais informações, é possível entrar em contato com Angélica Resende pelo e-mail [email protected].
