A candidatura independente de Ricardo Salles (Novo) ao Senado por São Paulo tem gerado tensões na direita conservadora, especialmente em relação ao deputado André do Prado (PL), que integra a chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pela reeleição.
Salles criticou Prado, afirmando que ele não é “tão bolsonarista como quer fingir que é”. Em pesquisa de intenção de voto, ambos aparecem empatados, atrás de candidatos da chapa de Fernando Haddad (PT) e outros concorrentes.
Durante a convenção estadual do PL, o deputado Guilherme Derrite (PP) elogiou Salles, afirmando que a presença de dois candidatos da direita poderia beneficiar a chapa. Ele ressaltou que não vê Salles como adversário político.
André do Prado, por sua vez, demonstrou desconforto ao ser questionado sobre Salles e afirmou que a responsabilidade de lidar com essa situação é do ex-ministro. A ausência de Prado durante discursos de Tarcísio e Flávio Bolsonaro (PL) também chamou a atenção.
Prado justificou sua saída do evento para apoiar o lançamento da pré-candidatura de Rogério Lins (Podemos) em Osasco. Em um evento subsequente, seu discurso não teve grande repercussão entre os apoiadores, com um militante expressando descontentamento.
Além disso, Salles tem enfrentado problemas legais, com o Ministério Público Eleitoral solicitando a impugnação de sua candidatura devido a pendências documentais. Ele também foi multado pelo TRE-SP por veicular propaganda negativa contra Prado, o que ele contesta.