Gianni Infantino, presidente da Fifa, pode ser removido do cargo antes das eleições marcadas para março de 2027, devido à crescente oposição de confederações continentais. A UEFA, junto com associações da África e América do Norte, retirou seu apoio após Infantino propor a venda de parte dos direitos de organização de torneios importantes, como as Copas do Mundo.
A crise se intensifica mesmo após o sucesso da Copa do Mundo deste ano, a primeira com 48 seleções. Escândalos de arbitragem, incluindo pressões políticas, levantam mais questionamentos sobre o mandato de Infantino.
A proposta de criar uma empresa controlada pela Fifa, onde 80% das ações seriam mantidas pela entidade e 20% comercializadas, foi abandonada sem acalmar os ânimos. Ivan Furegato, professor da USP, destaca que isso gera dúvidas sobre a necessidade de mais recursos financeiros pela Fifa, que oficialmente não visa lucro.
As confederações que se opõem a Infantino representam uma maioria, com 124 dos 210 países-membros da Fifa. Caso ele consiga se manter até o próximo Congresso, há movimentações, especialmente na Europa, para formar uma chapa de oposição.
O cargo de presidente da Fifa carrega um histórico de escândalos de corrupção, e a relação de Infantino com figuras como Donald Trump tem contribuído para uma imagem negativa. A entrega do Prêmio da Paz da Fifa, em um momento simbólico, exemplifica essa dinâmica.
