O Conselho de Administração da Braskem aprovou, nesta segunda-feira (24), o ajuizamento de um pedido de recuperação extrajudicial. A medida visa garantir um ambiente jurídico estável para negociar a reestruturação das dívidas da petroquímica, conforme comunicado divulgado aos acionistas e ao mercado.
A Braskem, criada em 2002 a partir da integração de seis empresas dos grupos Novonor (ex-Odebrecht) e Mariani, possui fábricas no Brasil, Alemanha, Estados Unidos e México, produzindo resinas termoplásticas e outros insumos para diversas cadeias produtivas.
No Brasil, a empresa reconhece dívidas que somam US$ 10,9 bilhões, cerca de R$ 56 bilhões na cotação atual. O processo de recuperação extrajudicial tem escopo limitado e estritamente financeiro, não afetando obrigações com fornecedores, clientes e demais stakeholders, que permanecem vigentes e sendo cumpridas normalmente, assegura o diretor financeiro Carlos Augusto Machado Pereira Brandão.
O pedido, que ainda será protocolado, integra um projeto de reestruturação em negociação com credores e investidores. Em junho, a Braskem já havia obtido proteção financeira judicial, com suspensão de execuções por 60 dias, prazo que terminaria nesta terça-feira (25).