A Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) completou 133 anos no último dia 24 de agosto, em cerimônia que reuniu autoridades, docentes, alunos e ex-alunos. Fundada em 1893, a instituição é uma das sete unidades que deram origem à USP e tem papel histórico no desenvolvimento do estado e do país.
“Celebrar a Poli é celebrar uma trajetória que se confunde com o próprio motor do Estado de São Paulo e do desenvolvimento do nosso país”, afirmou a diretora Ana Helena Reali Costa. Ela destacou o lema da escola, “Tradição e Modernidade”, como chave para sua longevidade e relevância.
Ana Helena, que assumiu a direção no fim do ano passado, ressaltou os desafios atuais: “Vivemos a era da inteligência artificial, da computação quântica, da transição energética, da sustentabilidade e das cidades inteligentes. O mundo enfrenta desafios de complexidade inédita e, para solucioná-los, a sociedade precisa, mais do que nunca, de engenheiros e engenheiras com a marca inconfundível da Poli”.
A vice-reitora Liedi Bernucci, primeira mulher a dirigir a Poli (2018-2022), lembrou que a escola forma profissionais com excelência e gera conhecimento para resolver problemas complexos. “O Brasil necessita mais do que nunca de inovação e tecnologia própria”, concluiu.
Durante a cerimônia, o grupo Acappolli se apresentou com músicas de Pixinguinha e Chico Buarque. A Poli foi criada por lei estadual em 1893, sendo a primeira instituição de ensino superior estadual do Brasil. Ao longo de sua história, participou ativamente de eventos como a Revolução de 1932, produzindo material bélico, e foi incorporada à USP em 1934.