terça-feira, 25 de agosto de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Estudo da USP compara efeitos de exercícios no controle da asma

Estudo da USP compara efeitos de exercícios no controle da asma
Estudo da USP compara efeitos de exercícios no controle da asma
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Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que tanto o treino aeróbico estruturado quanto o aumento da atividade física no dia a dia trazem benefícios semelhantes para o controle da asma moderada a grave. O estudo, publicado na revista Pulmonology, acompanhou 52 adultos que já faziam tratamento medicamentoso otimizado, mas tinham baixo nível de atividade física.

Os participantes foram divididos em dois grupos: um realizou treinamento em esteira duas vezes por semana, com sessões de 45 minutos, durante oito semanas; o outro participou de intervenção comportamental, com encontros semanais para identificar obstáculos e estabelecer metas de aumento de passos, usando um relógio inteligente que alertava após 60 minutos de sedentarismo.

Após o período experimental, ambos os grupos apresentaram melhora no controle da asma e na qualidade de vida, com redução de sintomas de ansiedade e depressão. A melhora se manteve no acompanhamento feito 16 semanas depois, quando os participantes já tinham retomado a rotina habitual.

Os resultados mostraram que 88% dos participantes do grupo de intervenção comportamental e 78% do grupo de treinamento aeróbico atingiram melhora clinicamente significativa no controle da doença logo após as oito semanas. Quatro meses depois, os índices foram de 64% e 63%, respectivamente, sem diferença estatística entre as modalidades.

Segundo David Araújo, primeiro autor do estudo e pós-doutorando da FMUSP, “nenhuma intervenção se sobressaiu à outra”. Ele destaca que as duas estratégias não farmacológicas podem ser complementares ao tratamento médico, mas não substituem a medicação.

O professor Celso Carvalho, orientador da pesquisa, lembra que há 20 anos o exercício era contraindicado para pessoas com asma, mas hoje se sabe que, com avaliação adequada e acompanhamento profissional, a atividade física traz benefícios. Para quem deseja começar, ele recomenda iniciar gradualmente, com cerca de 500 passos a mais por semana, escolher horários mais amenos, manter hidratação e seguir corretamente o tratamento medicamentoso.

O estudo foi financiado pela Fapesp e realizado em parceria com o Instituto do Coração (Incor) e o Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP.

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