quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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São Paulo abriga maior comunidade chinesa do Brasil e fortalece laços bilaterais

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São Paulo abriga maior comunidade chinesa do Brasil e fortalece laços bilaterais
São Paulo abriga maior comunidade chinesa do Brasil e fortalece laços bilaterais

Em 2026, Brasil e China completam 52 anos de relações diplomáticas, mas a parceria entre os dois países vai além dos acordos assinados em 15 de agosto de 1974. A presença de gerações de imigrantes chineses ajudou a transformar a economia e a cultura de São Paulo, que concentra a maior comunidade chinesa do país.

De acordo com estimativas do Consulado-Geral da China em São Paulo, cerca de 280 mil chineses e descendentes vivem no Brasil, sendo aproximadamente 70% deles em território paulista, principalmente na capital. A comunidade está presente em bairros como Liberdade, Brás, Bom Retiro, Vila Olímpia e Brooklin Paulista.

Na Liberdade, conhecida pela imigração japonesa, também há uma expressiva população chinesa e uma das maiores celebrações de Ano-Novo Chinês fora da Ásia. Além de associações culturais, escolas bilíngues e câmaras de comércio, São Paulo se tornou um dos principais pontos de conexão entre Brasil e China, que é o principal parceiro comercial brasileiro desde 2009.

O professor Carlos Freire da Silva, da Universidade Federal do Pará, pesquisador das migrações chinesas, destaca que a presença chinesa no Brasil é antiga, remontando ao período colonial. “No século 18, o Brasil era um dos lugares que mais consumiam porcelana chinesa”, explica. Ele cita ainda o Pavilhão Chinês do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a influência na culinária como marcas históricas.

A imigração chinesa ganhou força a partir da década de 1970, com a chegada de imigrantes de Taiwan e da província de Zhejiang. Segundo Freire, muitos taiwaneses vieram por redes familiares e comerciais já estabelecidas em São Paulo. O bairro da Liberdade oferecia estrutura asiática, e o centro da cidade concentrava oportunidades comerciais, impulsionando a comunidade em regiões como a Rua 25 de Março e o Brás.

Dados da pesquisa “Conexões Brasil-China” mostram que, em 2010, cerca de 95% dos chineses em São Paulo chegaram após 1995, período de intensificação das trocas comerciais. Hoje, o perfil da comunidade é mais diversificado, com profissionais ligados a investimentos em infraestrutura, logística, energia e tecnologia. Freire ressalta que “as relações Brasil-China foram construídas também através da migração”.

A Assembleia Legislativa de São Paulo promove debates e iniciativas para fortalecer a cooperação bilateral, reforçando o papel do estado como principal ponto de encontro entre os dois países.

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