A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, ante 5,8% no trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual e reflete um mercado de trabalho mais aquecido.
O número de desocupados recuou 8% no trimestre, totalizando 5,8 milhões de pessoas. Já a população ocupada atingiu 103,3 milhões, o maior nível da série histórica, com alta de 1% no período. O emprego com carteira assinada no setor privado também alcançou recorde: 39,4 milhões de trabalhadores.
Para empresários e trabalhadores de Mato Grosso, os números indicam um cenário positivo, com aumento da formalização e da renda. O rendimento médio real ficou em R$ 3.762, estável no trimestre, mas com alta de 3,3% em 12 meses. A massa de renda real atingiu R$ 383,5 bilhões, a maior da série.
A taxa de informalidade ficou em 37,5%, abrangendo 38,8 milhões de trabalhadores. O nível de subutilização caiu para 13%, com 14,9 milhões de pessoas nessa condição. O número de desalentados também diminuiu, totalizando 2,3 milhões.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e mostram que a construção civil foi o setor com maior crescimento na ocupação no trimestre, com alta de 5,1%.