O seminário “A USP Pensa a Universidade Brasileira” reuniu pesquisadores e autoridades acadêmicas nesta quinta-feira, no Auditório István Jancsó, no campus Capital-Butantã da USP. O evento, promovido pela Cátedra Paschoal Senise da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG), teve como foco a organização da pós-graduação brasileira e a proposta de ações que ampliem seu impacto no desenvolvimento humano, econômico e cultural do País.
A vice-reitora Liedi Légi Bariani Bernucci abriu o encontro questionando o papel da universidade no futuro e ressaltou a necessidade de transformação nas instituições de ensino. “Dar atenção e promover o conhecimento para o benefício do ser humano e da sociedade como um todo são necessidades inequívocas”, afirmou.
O pró-reitor de Pós-Graduação, Carlos Eduardo Ambrósio, destacou o processo de renovação da universidade com a contratação de novos professores e a importância de integrar esses docentes ao contexto da pós-graduação. Ele mencionou que a avaliação quadrienal já indica 81% de excelência nos programas.
Luiz Roberto Liza Curi, responsável pelas discussões, enfatizou que as universidades públicas devem liderar a reformulação do modelo regulatório e avaliativo nacional. Ele apontou a necessidade de alinhar a produção científica com currículos atualizados, especialmente diante do avanço da inteligência artificial.
O seminário incluiu mesas-redondas que abordaram a expansão da universidade brasileira e seus impactos econômicos, além de discutir modelos institucionais e desafios de regulação. O evento contou com a participação de especialistas de diversas instituições, que analisaram a articulação entre ensino, pesquisa e extensão.
A Cátedra Paschoal Senise visa promover debates e aproximar a comunidade científica de empresários e entidades educacionais, homenageando o Professor Emérito Paschoal Senise, fundamental na regulamentação da pós-graduação no Brasil.