A Receita Federal suspendeu os CNPJs de 1.283 postos de combustíveis em todo o Brasil, com o objetivo de desarticular financeiramente organizações criminosas envolvidas em esquemas de lavagem de dinheiro. A ação faz parte da Operação Bomba Oculta, que foi deflagrada um ano após a Operação Carbono Oculto.
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou que os postos identificados são utilizados como pontos de captação de recursos ilícitos, que posteriormente são direcionados a estruturas complexas de lavagem. Na capital paulista, uma força-tarefa lacrou seis postos clandestinos, muitos dos quais têm proprietários formais que atuam como laranjas.
Todos os postos afetados não possuem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Barreirinhas explicou que a medida visa impedir que empresas irregulares continuem operando e movimentando recursos financeiros.
Além da suspensão dos CNPJs, a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo também suspendeu inscrições estaduais de 910 postos, sendo 682 já afetados anteriormente e 228 adicionados nesta sexta-feira. A operação busca fechar brechas que permitiram que algumas empresas continuassem funcionando apesar do cancelamento de registros pela ANP.
Um dos alvos da operação na Marginal Tietê foi fechado durante a ação, registrado em nome de uma pessoa ligada a um dos alvos da Operação Carbono Oculto. A Receita Federal planeja expandir o fechamento físico dos estabelecimentos para outros estados, com apoio de diversas instituições, incluindo a Polícia Civil.