A taxa de inadimplência média total nas operações de crédito dos bancos subiu de 4,6% para 4,9% entre junho e julho, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (28).
Esse índice é o mais alto desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, que começou em março de 2011. O indicador considera operações com atraso superior a 90 dias, tanto de pessoas físicas quanto de empresas.
O aumento na inadimplência ocorreu logo após o lançamento do ‘Novo Desenrola Brasil’, ou Desenrola 2.0, um programa de renegociação de dívidas que teve início em maio. Segundo o ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões, com cerca de 3,6 milhões de renegociações realizadas até o final de junho.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que a adesão ao Desenrola 2.0 foi prorrogada até 31 de agosto, após a previsão inicial de término no início de agosto. Apesar das renegociações, os indicadores de endividamento permanecem altos, com a relação entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses estável em 49,8% em junho.
Dados da Serasa Experian indicam que 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, representando 49% da população. Desses, 47% das dívidas, totalizando R$ 557,7 bilhões, estão concentradas em instituições financeiras, que são o foco do Desenrola 2.0.