O Programa Nacional de Regionalização do Turismo (PRT) tem se mostrado essencial para o desenvolvimento turístico em diversos municípios do Brasil, permitindo que cidades se unam para criar rotas mais atrativas e, assim, aumentar a permanência dos visitantes.
Com origem em 2004, o PRT evoluiu de uma iniciativa anterior que buscava descentralizar o turismo, dando autonomia aos municípios para desenvolver suas políticas. A proposta é que cidades com menos atrativos turísticos se unam, formando um produto turístico coeso em vez de competirem entre si.
Gracimar Tavares, doutoranda em Turismo pela Universidade de São Paulo, destaca que a união das cidades resulta em rotas mais interessantes, o que gera mais empregos e impulsiona a economia local. Um exemplo notável é a Serra Gaúcha, onde cidades como Gramado e Canela, junto a outras, criaram um destino turístico robusto.
A regionalização também pode abranger municípios de diferentes estados que compartilham características semelhantes, como na “Rota das Emoções”, que inclui os Lençóis Maranhenses, o Delta do Parnaíba e Jericoacoara. Essa colaboração possibilitou um produto turístico competitivo internacionalmente.
Para os turistas, essa estratégia oferece a chance de conhecer mais sobre a cultura local, adquirir produtos típicos e interagir com as comunidades, enriquecendo a experiência de viagem.
O PRT, sob a supervisão do Ministério do Turismo, atua por meio das Secretarias de Turismo Estaduais, que organizam os municípios em Instâncias de Governança Regionais (IGR’s). Essas entidades, compostas por representantes do setor público e privado, coordenam o programa regionalmente, identificando necessidades e capacitando profissionais locais.
