Em meio à programação do Mês do Patrimônio, o Arquivo Histórico Professora Maria Ângela Borges Salvadori se destaca como um espaço de pesquisa, preservação e difusão da memória do Município. O equipamento, ligado ao Departamento de Museus da Secretaria Municipal de Cultura (SMCULT), reúne registros de diferentes períodos que ajudam a compreender a trajetória da cidade.
O trabalho do Arquivo envolve diversas etapas antes que os documentos sejam disponibilizados aos pesquisadores, como reconhecimento, pesquisa, catalogação, higienização e acondicionamento. A equipe também adota cuidados específicos para a conservação dos objetos do acervo, registrando informações como dimensões, origem, histórico e conteúdo de cada item e garantindo condições adequadas de armazenamento e proteção.
“A gente faz uma ficha bastante completa, registrando tudo o que está sendo observado no documento, desde o tamanho e a cor até a origem e o histórico. Depois vem a higienização e o acondicionamento, porque preservar também significa garantir que esse material possa continuar sendo consultado no futuro”, explica o historiador Gilson Santos, que integra a equipe do Arquivo Histórico.
Esse trabalho está diretamente ligado às pesquisas desenvolvidas pela equipe. A análise dos documentos permite identificar informações, estabelecer relações entre diferentes registros e reunir conteúdos que podem ser apresentados ao público. Um dos resultados desse processo é a atual exposição “Jundiahy Colonial e Imperial”, que leva ao Museu Histórico e Cultural “Solar do Barão” parte das pesquisas realizadas a partir do acervo.
Para o sociólogo Marcelo Raulino, que também integra a equipe do Arquivo Histórico, essa atuação amplia a função do equipamento. “O trabalho do Arquivo não termina na preservação física. A pesquisa, a organização e a divulgação desses documentos também são formas de fazer com que a população tenha contato com a própria história”, destaca.
Entre os documentos preservados pelo Arquivo, está o livro de atas da Câmara Municipal, cuja primeira ata data de 1663, considerado o documento original mais antigo do acervo. Há também registros relacionados à carta de data de 1657, porém em forma de traslados, ou seja, cópias produzidas posteriormente. Entre os materiais mais consultados estão documentos administrativos, jornais e registros para pesquisas históricas, com a procura variando conforme o período do ano.
A atuação integrada entre preservação, pesquisa e atendimento permite que documentos produzidos há décadas ou séculos continuem contribuindo para a compreensão da cidade e de sua trajetória. É esse trabalho cotidiano que transforma o acervo histórico em uma fonte acessível de conhecimento e memória para diferentes gerações.