O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adiou o julgamento do registro de candidatura de Renan Santos, do partido Missão, à presidência da República. O processo estava previsto para ser analisado no plenário virtual nesta segunda-feira (31).
Toffoli apontou indícios de ilicitude relacionados ao descumprimento de normas eleitorais que exigem que candidatos informem suas contas nas redes sociais no momento do registro. O ministro destacou que Renan e seu vice, Aroldo Medina, apresentaram 18 contas em documentos enviados à Corte no dia 19 de agosto, após o registro formal feito em 7 de agosto.
O despacho de Toffoli, emitido no último sábado (29), indicou que as informações complementares sobre as contas nas redes sociais não atenderam às exigências da legislação e das resoluções do TSE, que obrigam a comunicação dos sites utilizados para campanha à Justiça Eleitoral.
De acordo com a resolução do TSE, endereços eletrônicos não informados no registro só podem ser utilizados na campanha 48 horas após a formalização do registro.
Renan Santos, que disputará sua primeira eleição como candidato à presidência, é empresário e ativista político, e lidera o Movimento Brasil Livre (MBL). O partido Missão foi criado em 2025. Entre suas propostas, ele defende a reeleição de prefeitos condicionada ao cumprimento de metas e a substituição da CLT por um regime de negociação direta entre contratantes e trabalhadores.