A Cripta da Sé, situada a sete metros abaixo do altar principal da Catedral Metropolitana de São Paulo, é um importante espaço que preserva a memória do cacique Tibiriçá, figura central na formação do Estado. O local, com arquitetura neogótica, abriga o jazigo do líder Tupiniquim, que teve seus restos mortais transferidos para este templo subterrâneo em 1930.
Além de Tibiriçá, a cripta conta com 30 câmaras mortuárias de personalidades proeminentes, como o Padre Diogo Antônio Feijó e o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. O espaço permanece aberto para visitação monitorada.
A atuação de Tibiriçá na primeira metade do século 16 foi crucial para a formação territorial paulista. Ele consentiu a instalação dos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, facilitando a fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga em 1554.
Convertido ao catolicismo, Tibiriçá, que também se destacou militarmente, liderou a resistência contra um ataque indígena em 1562, garantindo a permanência dos jesuítas e a sobrevivência do povoado. Ele faleceu em 25 de dezembro do mesmo ano, sendo homenageado por sua contribuição à história paulista.
As visitas à cripta têm duração de 30 minutos, de segunda a sábado, das 8h30 às 17h. A visita guiada completa, que leva duas horas, custa R$ 70 por pessoa.