A Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) em Microplásticos, inaugurada nesta terça-feira no Instituto de Geociências da Unicamp, reúne pesquisadores de diversas gerações para discutir um desafio ambiental global. O evento, que conta com apoio da Fapesp, enfatiza a importância da formação multidisciplinar e da colaboração no combate aos microplásticos.
A ESPCA oferece uma programação até 11 de setembro, com palestras, aulas teóricas e práticas, além de apresentações de pesquisas. Cassiana Montagner, coordenadora do evento, ressaltou que a escola visa empoderar jovens cientistas e promover a cooperação entre as comunidades acadêmicas.
Com 1.103 inscritos, foram selecionados 125 participantes, sendo 75 brasileiros e 50 estrangeiros, representando 35 países. Montagner acredita que esses pesquisadores desempenharão um papel crucial na busca por soluções colaborativas para os problemas relacionados aos microplásticos.
Walter Waldman, vice-coordenador da ESPCA, destacou a relevância da imersão científica para inserir cientistas brasileiros no debate global sobre o tema. O professor Rodolfo Jardim de Azevedo, da Fapesp, enfatizou a importância da articulação entre instituições de pesquisa para a realização do evento.
A pró-reitora de Pesquisa da Unicamp, Ana Frattini, e o pró-reitor da UFSCar, Pedro Sérgio Fadini, também comentaram sobre a necessidade de pesquisas que ampliem o conhecimento sobre os impactos dos microplásticos e suas consequências ambientais.
A pesquisadora Aamna Naeem, da Finlândia, e a doutoranda Maria Fernanda Rosa da Silva, da UFSCar, compartilharam suas expectativas de colaboração e aprendizado durante o evento, que reúne referências nacionais e internacionais na pesquisa sobre microplásticos.
