Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), aponta que o ex-presidente Lula lidera a corrida presidencial com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 30% e Cury com 10%. Renan Santos aparece com 3%, enquanto Caiado, Marçal e Zema têm 1% cada. O cenário atual sugere que a eleição pode não ser decidida no primeiro turno.
A pesquisa também revela que a maioria dos eleitores que apoiam Cury se identificam como independentes, com 24% desse grupo manifestando intenção de voto no candidato do Avante, superando Lula neste segmento.
No Nordeste, Lula tem uma ampla vantagem com 55%, enquanto Cury alcança 12%, empatando dentro da margem de erro com Flávio, que possui 19%. No Sudeste, Lula e Flávio estão próximos, com 29% e 31%, respectivamente, e Cury com 10%. No Sul, Flávio lidera com 38%, e Cury registra 9%.
Entre os eleitores mais velhos, a vantagem de Lula é significativa, com 45%, enquanto Cury tem apenas 4%. No entanto, entre os jovens, Cury se destaca com 14%, enquanto Lula apresenta seu pior desempenho com 30%.
O nível de exposição nacional de Cury aumentou nas últimas semanas, reduzindo seu desconhecimento de 74% para 54%. Apesar de um aumento na rejeição, seu potencial de voto dobrou, passando de 10% para 21%. Renan Santos também viu uma diminuição no desconhecimento, mas sua rejeição aumentou.
A pesquisa indica um acirramento entre Lula (42%) e Flávio (41%), que estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. A rejeição entre os dois candidatos também é semelhante, com 53% para Lula e 55% para Flávio.
Além disso, 43% dos brasileiros expressam preocupação com a possibilidade de retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto outros 43% temem a continuidade do governo Lula. A convicção dos eleitores em relação aos seus candidatos é alta, com 80% dos apoiadores de Lula e 75% dos apoiadores de Flávio afirmando que não mudarão seu voto.
A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela Globo e o jornal O Globo para as eleições de 2026.
