A Operação Resgate VI, coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), resgatou 479 trabalhadores de condições análogas à escravidão em agosto. Dentre os resgatados, 75 eram mulheres, 13 eram crianças e adolescentes, e 66 eram migrantes de países como Argentina, Uruguai e Senegal.
Durante o mês, foram realizadas 231 fiscalizações em todo o Brasil, com a colaboração de órgãos como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF). A operação, que começou em 2021, visa identificar e interromper situações de trabalho análogo à escravidão e proteger os trabalhadores.
A Região Sudeste foi a mais afetada, com 267 trabalhadores resgatados, sendo 208 em Minas Gerais. A maioria das fiscalizações ocorreu no meio rural, onde 292 trabalhadores foram encontrados em situação irregular, enquanto 178 foram resgatados em atividades urbanas.
As principais atividades econômicas relacionadas ao trabalho escravo incluem a construção civil e o cultivo de produtos agrícolas, como café e cebola. Os empregadores notificados foram obrigados a rescindir contratos e pagar mais de R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas.
Os trabalhadores resgatados também receberam seguro-desemprego especial, no valor de seis parcelas de um salário mínimo cada. Além disso, foram lavrados cerca de 1.836 autos de infração por diversas irregularidades trabalhistas.
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, que é uma parceria entre a Secretaria de Inspeção do Trabalho e a Organização Internacional do Trabalho.