O Brasil enfrenta desafios significativos na formação de jovens para a era da inteligência artificial (IA), conforme análise de especialistas da USP. A carência de profissionais qualificados e a baixa performance em testes internacionais, como o PISA, são fatores que dificultam a inserção do país no setor de IA, dominado por empresas dos Estados Unidos e da China.
Embora o Brasil possua um grande potencial em dados, a falta de investimento e a dificuldade em treinar modelos com informações reais limitam o desenvolvimento de tecnologias avançadas. Especialistas sugerem que, em vez de focar na formação de desenvolvedores de algoritmos, o país deve investir na capacitação de usuários que saibam aplicar a IA em diversas áreas profissionais.
As universidades têm um papel crucial na preparação de estudantes e docentes para entender os riscos e oportunidades da IA. Profissionais de várias áreas, como medicina, direito e engenharia, precisam atualizar suas formações para não ficarem obsoletos.
A experiência da China, que reformulou seu sistema educacional em menos de 30 anos, é um exemplo a ser considerado. Para que o Brasil se torne relevante globalmente, é necessário um investimento maior em educação, valorização de professores e políticas públicas que promovam equidade.