Um estudo conjunto do Instituto de Pesca (IP‑APTA) e da UNESP, realizado no Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura (CCD Sanidade), demonstrou que o melhoramento genético pode tornar tilápias mais resistentes à bactéria Francisella orientalis, causadora da franciselose.
A pesquisa avaliou duas gerações de tilápias expostas à bactéria em condições controladas, medindo taxa de sobrevivência e tempo de resistência. Os resultados indicaram herdabilidade moderada e um componente genético significativo para a resistência.
“a resistência aumentou já na segunda geração de animais e as famílias selecionadas apresentaram maior tempo de sobrevivência”, afirmou Leonardo Tachibana, coordenador do CCD Sanidade.
Para os produtores de tilápia do Mato Grosso, a adoção de linhagens geneticamente mais resistentes pode reduzir perdas e a necessidade de tratamentos antimicrobianos, contribuindo para a sustentabilidade da cadeia produtiva.
O CCD Sanidade conta com parceiros como a FZEA‑USP, ITAL‑APTA, Instituto Biológico, Instituto Butantan e a empresa Loccus Ltda., e recebe financiamento da FAPESP para desenvolver soluções de sanidade na aquicultura.