Exercícios que combinam atividades motoras e cognitivas, como caminhar enquanto fala nomes de animais, podem ser eficazes na identificação de problemas cognitivos em idosos. Essas atividades exigem a realização simultânea de diferentes funções cerebrais e podem revelar dificuldades que indicam alterações cognitivas.
Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou cerca de 140 participantes com mais de 60 anos e constatou que dificuldades nessas tarefas podem ser sinais de doenças neurológicas, como a doença de Alzheimer. No entanto, problemas cognitivos também podem estar associados a condições como depressão e ansiedade, conforme explica a professora Sônia Brucki, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP.
As dificuldades cognitivas, como lentidão ou falhas na execução de tarefas, podem comprometer atividades diárias e, quando afetam significativamente a autonomia do idoso, podem ser classificadas como demência. Alterações de memória e funções executivas são comuns entre os idosos, afetando a capacidade de organização, planejamento e controle da atenção.
A prática regular de atividade física é recomendada para a saúde mental, mesmo que realizada abaixo da frequência sugerida pela OMS. A identificação precoce de alterações cognitivas é crucial, pois permite o encaminhamento para avaliação especializada e, em alguns casos, o início de tratamento antes que as funções cognitivas sejam severamente comprometidas.
