A trilogia Ciência Ativista, composta por três volumes, apresenta um diálogo entre texto e vídeos que documentam experiências no centro de São Paulo, em terreiros afrobrasileiros e aldeias indígenas, visando repensar a produção do conhecimento.
A proposta questiona: para quem e com quem o conhecimento é produzido? O professor Sérgio Bairon, coordenador do Diversitas da USP, afirma que a ciência ativista busca relações de coprodução, onde pesquisadores e comunidades trabalham juntos na construção de problemas e resultados.
O primeiro livro, ‘A teoria encarnada’, explora os fundamentos da proposta, defendendo que o conhecimento deve ser situado e relacional. Um exemplo é um ritual do povo A’uwẽ Uptabi realizado na Praça do Relógio da USP, que desafia a divisão entre ciência e espiritualidade.
O segundo volume, ‘Expansão do território do conhecimento’, analisa experiências concretas de deslocamento da Universidade, como a disciplina oferecida no Teatro do Pessoal do Faroeste, que transforma o território em um espaço de aprendizado e reflexão.
O terceiro volume, ‘Epistemologias das confluências’, aprofunda a dimensão intercultural, destacando a participação de lideranças indígenas na construção de conhecimento. A coleção propõe uma transformação institucional, desafiando a separação entre ensino, pesquisa e extensão, e enfatiza a importância do diálogo intercultural.