quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Postado emEducação, São Paulo

Trilogia Ciência Ativista propõe nova abordagem acadêmica

Trilogia Ciência Ativista propõe nova abordagem acadêmica
Trilogia Ciência Ativista propõe nova abordagem acadêmica
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A trilogia Ciência Ativista, composta por três volumes, apresenta um diálogo entre texto e vídeos que documentam experiências no centro de São Paulo, em terreiros afrobrasileiros e aldeias indígenas, visando repensar a produção do conhecimento.

A proposta questiona: para quem e com quem o conhecimento é produzido? O professor Sérgio Bairon, coordenador do Diversitas da USP, afirma que a ciência ativista busca relações de coprodução, onde pesquisadores e comunidades trabalham juntos na construção de problemas e resultados.

O primeiro livro, ‘A teoria encarnada’, explora os fundamentos da proposta, defendendo que o conhecimento deve ser situado e relacional. Um exemplo é um ritual do povo A’uwẽ Uptabi realizado na Praça do Relógio da USP, que desafia a divisão entre ciência e espiritualidade.

O segundo volume, ‘Expansão do território do conhecimento’, analisa experiências concretas de deslocamento da Universidade, como a disciplina oferecida no Teatro do Pessoal do Faroeste, que transforma o território em um espaço de aprendizado e reflexão.

O terceiro volume, ‘Epistemologias das confluências’, aprofunda a dimensão intercultural, destacando a participação de lideranças indígenas na construção de conhecimento. A coleção propõe uma transformação institucional, desafiando a separação entre ensino, pesquisa e extensão, e enfatiza a importância do diálogo intercultural.

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