quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

USP recebe filósofa da NYU para estudos sobre pensamento feminista negro

USP recebe filósofa da NYU para estudos sobre pensamento feminista negro
USP recebe filósofa da NYU para estudos sobre pensamento feminista negro
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A Universidade de São Paulo (USP) acolhe por um ano a artista visual Denise Ferreira da Silva, que irá investigar as experiências do Programa Luz Negra em diálogo com o projeto Cosmopolíticas do Cuidado, da Escola de Saúde Pública (FSP).

Denise, professora titular da Cátedra Samuel Rudin de Humanidades na Universidade de Nova York (NYU), é reconhecida por sua trajetória que une filosofia, pensamento anticolonial feminista negro e práticas artísticas. Autora de obras como ‘Unpayable Debt’ (2024) e ‘Toward a global idea of race’ (2007), sua pesquisa questiona as formas tradicionais de produção de conhecimento e analisa como injustiças sociais e raciais perpetuam desigualdades.

O conceito de luz negra, desenvolvido por Denise, serve como uma ferramenta para pensar e criar a partir de uma perspectiva feminista negra, abordando a racialidade como ponto de partida para examinar subjugação e imaginar novas formas de existência coletiva.

O Programa Luz Negra de Estudos Subcomuns, que Denise coordena há seis anos com a Rede de Solidariedade da Zona Oeste do Rio de Janeiro, explora práticas coletivas de estudo, cuidado e autodefesa, em diálogo com os estudos subcomuns, uma ideia proposta por Fred Moten e Stefano Harney.

No âmbito da USP, Denise irá sistematizar metodologicamente as práticas do Programa Luz Negra, conectando-as com as pesquisas do projeto Cosmopolíticas, que reúne pesquisadores de antropologia, arte e saúde para discutir diferentes formas de cuidado e conhecimento.

As iniciativas compartilham questões sobre cuidado, autonomia e produção de conhecimento, buscando formas de cuidado que transcendem modelos hegemônicos. A chegada de Denise à USP promete aprofundar essas conversas e criar um espaço de intercâmbio ao longo do ano.

O projeto Cosmopolíticas do Cuidado no Fim do Mundo recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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