Mulheres que enfrentam violência doméstica ou familiar em São Paulo podem buscar atendimento na rede de assistência social para acesso a serviços de acolhimento. O estado possui 47 abrigos, distribuídos em 92 municípios, com capacidade para atender até 1.296 pessoas.
Esses abrigos oferecem um ambiente seguro e sigiloso, permitindo que as mulheres se afastem de seus agressores. Filhos menores de idade podem ser acolhidos junto às mães, garantindo a preservação da unidade familiar durante o atendimento, que pode durar até seis meses, com possibilidade de prorrogação.
O acolhimento é realizado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) e administrado pelos municípios. Para acessar os serviços, as mulheres devem procurar o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo.
A equipe técnica desses centros realiza uma escuta, avalia o risco e determina a forma de proteção mais adequada. Quando necessário, as mulheres podem ser encaminhadas para um abrigo, onde o acolhimento é voluntário.
Durante o acolhimento, são oferecidos serviços como alimentação, acompanhamento psicossocial, orientação profissional, suporte jurídico e ações de qualificação. O atendimento é coordenado com diferentes áreas do poder público, visando garantir acesso a serviços essenciais e promover a autonomia das mulheres e seus filhos.