O médico João Paulo Lotufo alerta para os riscos do cigarro eletrônico, afirmando que ele não deve ser considerado uma alternativa segura para quem já sofre de doenças pulmonares causadas pelo cigarro tradicional. Ele destaca a Evali, uma lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos, que pode resultar em complicações graves.
Um estudo publicado no New England Journal of Medicine analisou 1.139 pacientes com Evali que receberam alta nos Estados Unidos. Desses, 2,7% foram reinternados em média quatro dias após a alta e sete faleceram antes de uma nova internação. Os casos exigem atenção especial de pessoas com doenças cardíacas, pulmonares crônicas, apneia do sono, diabetes e outras comorbidades.
O colunista enfatiza que o diagnóstico de Evali deve ser feito a partir da avaliação do histórico do paciente, exame físico, exames laboratoriais e de imagem, além de consultas com especialistas quando necessário. Após a alta, especialmente para quem passou por UTI, o acompanhamento médico é crucial, com reavaliação em até 48 horas e suporte para evitar o abandono do tratamento.
Lotufo também defende a implementação de programas de cessação do tabagismo, que podem ser presenciais, on-line ou por telefone, para auxiliar os usuários na interrupção do uso de cigarros eletrônicos e tradicionais. O acompanhamento é essencial para prevenir a recaída, uma vez que tanto a fumaça do cigarro convencional quanto as substâncias dos dispositivos eletrônicos podem causar danos aos pulmões.