A parceria entre Brasil e Argentina no projeto LLAMA enfrenta desafios significativos desde sua concepção. Em 2014, a empresa alemã Vertex Antennenteknik foi contratada para fabricar uma antena de 12 metros de diâmetro, com um custo de 8,5 milhões de euros. O convênio de financiamento foi assinado por representantes das duas nações, incluindo Celso Lafer e Marco Antonio Zago.
O local escolhido para o observatório foi Alto Chorillos, na Argentina, a 4.850 metros de altitude. Em 2017, a antena chegou ao porto de Zárate, mas enfrentou problemas na alfândega devido à documentação inadequada. Após um mês, o Conicet autorizou o transporte da antena, que havia sido ‘nacionalizada’, uma decisão que gerou descontentamento entre os brasileiros.
Outro incidente ocorreu durante o transporte rodoviário da antena, quando uma peça tombou, resultando na necessidade de uma nova fabricação pela Vertex. A coordenação do projeto também passou por mudanças frequentes, com Marcelo Arnal sendo substituído por Gloria Dubner e, posteriormente, por Alberto Etchegoyen.
Em 2022, o MinCyT decidiu transferir a responsabilidade das obras para a empresa estatal Invap, que realizou progressos significativos, como a construção da base de concreto e a montagem da torre de medições. Contudo, a colaboração com o Brasil foi prejudicada, levando a um isolamento nas comunicações entre as equipes.
Em 2024, a nova administração argentina cortou os pagamentos à Invap, interrompendo os trabalhos no projeto. Apesar das dificuldades, desenvolvimentos importantes ocorreram no Brasil, como a fabricação de receptores e mecanismos de suporte, além de um software de rastreio de radiofontes.
O LLAMA visa realizar observações de interferometria de base muito longa (VLBI), permitindo imagens de alta resolução de objetos astronômicos. A observação de moléculas será uma área central de pesquisa, com workshops realizados para preparar o uso do telescópio.
